domingo, 2 de agosto de 2009

Mercado imobiliário reage

03/06/09 – Desde o acampamento da oposição na Praça Debbas e em Riad el-Solh, em maio de 2008, o mercado imobiliário do centro de Beirute esteve mergulhado em certa letargia. O setor comercial não reencontrava o mesmo dinamismo do início dos anos 2000. O estoque de lojas e escritórios a alugar permanecia elevado. Mas a situação começou a mudar nas últimas semanas, o mercado despertou de um só golpe e a demanda agora não pára de aumentar.

À medida que os prazos de locação se estendem, também cresce o apetite de potenciais locatários, principalmente na zona de Foch-Allenby. Após uma longa fase de estagnação, as locações registram alta de 10% em relação a 2008. Atualmente a média oscila entre 200 e 225 dólares por metro quadrado para imóveis usados e sem vagas de garagem. A demanda sobretudo proveniente de instituições financeiras, empresas estrangeiras e locais, concentra-se em espaços entre 150 e 200 metros quadrados. No momento a disponibilidade de imóveis é cada vez mais reduzida. Enquanto isso novos empreendimentos estão em curso no setor de Minet el-Hosn, onde se praticam valores de locação a partir de US$ 350 o metro. Para venda, o mercado pratica a partir de US$ 5,5 mil por m2.

A abertura em breve dos Souks de Beirute promete revolucionar a paisagem comercial do centro da cidade. Comerciantes ainda não estabelecidos na região procuram oportunidades em áreas como Bab Idriss, Weygand e Riad el-Solh. A inauguração da galeria de arte Le Gray confirma igualmente a expansão do comércio de luxo na direção da Rua Weygand e da Praça dos Mártires.

A exemplo das ruas Allenby, Moutran e Malek, que concentram os estabelecimentos mais prestigiosos da cidade, a Rua Foch ensaia seu ressurgimento. A abertura de diversos pontos-de-venda do grupo TSG reacendeu o interesse do mercado. Essa dinâmica confirma o desenvolvimento comercial da área norte do centre-ville, entre a Rua do Porto e a Praça de l'Étoile.

O eventual despertar da Rua Foch poderá impulsionar setores como Uruguai e Argentina, que jamais tiveram real êxito. Os fechamentos se acumularam nos últimos 10 anos, mas numerosos projetos residenciais, comerciais e hoteleiros podem reverter a situação. Acredita-se que a chegada de uma ou duas marcas de renome seriam suficientes para acelerar o processo.

Em sentido contrário, a demanda permanece reduzida em setores menos atraentes, tais como Toubia Aoun, Abou Nasr e Lazariyé. Os pontos vazios se contam às dezenas. Apesar dos cafés e restaurantes da Rua Maarad, freqüentados por turistas árabes, o florescimento de eixos periféricos ainda é limitado.

No plano residencial, o mercado de locação não tem descanso. O charme e tranqüilidade de Saifi Village continuam entre as preferências de libaneses e estrangeiros que buscam superfícies de 170 a 200 m2. “Lamentavelmente a oferta é limitada”, pontua a mídia local.

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